
De 8 de abril a 21 de maio de 2026 das 17h às 18h30 Departamento de Letras Modernas - FFLCH-USP Alguns encontros serão em formato híbrido (Sala 204 do prédio de Letras da FFLCH-USP - com possibilidade de participação pela sala online) e outros, somente online Certificados estarão disponíveis para quem estiver presente em pelo menos 9 encontros Organização: Philippe Curimbaba Freitas e Gustavo Assano
Nesta apresentação, pretendo discutir algumas questões em torno de "Hoppla, estamos vivos!", de Ernst Toller e Erwin Piscator. A peça de Toller foi escolhida por Piscator para inaugurar o seu teatro, em 1927, pela potência crítica que ela mobiliza e opera, tanto em termos formais como temáticos. No processo, sugestões de Piscator foram incorporadas ao texto e, sobretudo, a proposta piscatoriana de criar projeções e filmes, os quais que foram indicados publicação de uma de suas versões. Com isso, o caráter épico do entrecho foi aprofundado pela dimensão formal que a cena suscitou. Assim, sob a influência do expressionismo social de Toller (expressão de Raymond Williams) e afeita ao teatro político de Piscator (e contra seu alinhamento à Nova Objetividade), a montagem levou o crítico Jost Hermand a dizer (contra seu alinhamento à Nova Objetividade) se tratar de teatro dialético. Gostaria, também, de ressaltar a necessária revisitação histórica que a peça exige, haja vista tratar-se de uma obra que remete diretamente a um contexto político, social e cultural alemão em 1927, numa espécie de balanço crítico de 1919 a 1927, tanto estético quanto político. O ‘protagonista’ Karl Thomas, embora no centro das ações, não age e mal compreende a situação em que está inserido, o que explicita a situação travada em que se encontram, apesar de parecer que os piores anos já estejam no passado – o que faz com que as contradições que marcam esse período ganhem expressão. O princípio que organiza seus materiais explicita a falsidade da euforia que tomava conta da Alemanha nos Anos Vinte Dourados, que não havia enfrentado seu passado recente e permitia que se vislumbrasse as forças que logo mais retornariam à superfície com a paulatina ascensão do nazismo a partir da crise de 1929.
Esta fala propõe discutir o que está em jogo na noção de teatro épico a partir de suas tensões históricas no contexto dos Estados Unidos nos anos 1930. Parte-se das contradições do chamado teatro operário, que, embora tenha alcançado certo vigor, viu-se progressivamente institucionalizado no interior do Federal Theatre Project, ao mesmo tempo em que enfrentava impasses quanto a seus objetivos políticos e aos meios estéticos capazes de realizá-los. Nesse processo, ganha destaque o deslocamento em direção ao realismo psicológico, em diálogo com a prática do Group Theatre e sua leitura de Konstantin Stanislávski. Como estudo de caso, a apresentação se detém na montagem de "The Case of Clyde Griffiths", peça de Erwin Piscator encenada em 1936 pelo Group Theatre sob direção de Harold Clurman, explorando os desencontros entre uma dramaturgia orientada por mediações sociais e uma encenação centrada na interioridade psicológica. Ao mesmo tempo, busca-se relativizar a ideia de fracasso inevitável, a partir do contraponto com a encenação realizada por Jasper Deeter no Hedgerow Theatre no ano anterior. Por fim, discute-se o sucesso de "Our Town", de Thornton Wilder, como uma forma que incorpora certos procedimentos épicos ao mesmo tempo em que os reinscreve no horizonte do drama psicológico e dos valores centrados no indivíduo.
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Esta palestra tem como objetivo tecer algumas considerações sobre as relações entre a obra de Bertolt Brecht e o cabaré. Para isso, procuraremos realizar uma breve caracterização do teatro de Brecht de 1925 a 1932, com especial destaque para o seu chamado ‘teatro de atualidades’ (Zeittheater). Desde o início desinteressado no drama, Brecht realizará peças em que uma conjunção sui generis de texto, encenação e música está sempre em causa. A isso o jovem dramaturgo chama seu taetro. Em seguida realizaremos uma espécie de sinopse do cabaré como gênero, sua origem na França de Napoleão III e alguns de seus números, com ênfase no cabaré do artista Aristide Bruant. Neste ponto faremos uma breve menção às experiências anteriores a Brecht com o cabaré, tendo como principal exemplo a peça “Marquês de Keith” de Frank Wedekind, bem como suas canções feitas especialmente para o cabaré Die Elf Scharfrichter. Por fim, procuraremos indicar em peças como “A ópera dos três vinténs” os momentos em que números ou traços típicos do cabaré foram incorporados por Brecht.
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Esta comunicação discute como teatralidades e dramaturgias negras, no Brasil, ampliam as noções de teatro político. A partir de peças, festivais e debates produzidos por artistas e coletivos negros dos séculos XX e XXI, a comunicação examina de que modo essas práticas cênicas elaboram reflexões críticas sobre raça, colonialidade, memória e história. Mais do que tematizar a questão racial, tais experiências mobilizam estratégias estéticas que tensionam narrativas hegemônicas sobre o Brasil e reconfiguram modos de produção e recepção teatral. Ao situar essas práticas no campo do teatro político, a comunicação evidencia como os teatros negros produzem formas de inteligibilidade histórica e imaginação crítica sobre a sociedade brasileira.
Tanto do ponto da dramaturgia como da montagem que recebeu em 1960 – sob direção de Chico de Assis, no teatro de arena situado no pátio interno da Faculdade de Arquitetura, da então Universidade do Brasil (atual UFRJ) –, a peça “A mais-valia vai acabar, seu Edgar”, de Oduvaldo Vianna Filho, representa o início de um novo paradigma de teatro político brasileiro, posteriormente seguido pelos CPCs, com notáveis diferenças em relação àquele imediatamente anterior do Teatro de Arena, grupo do qual o autor participou até esse momento. No entanto, enquanto primeira realização desse novo projeto estético-político – projeto de um teatro popular e de intervenção social –, a peça expõe uma série de problemas e contradições vivas que não eram aprofundadas ou mesmo levadas em conta nos textos em que o autor formula esse projeto. O propósito dessa apresentação é, pois, expor alguns elementos gerais e locais dessa peça buscando pensá-los num arco de tensão definido, de um lado, pelo projeto abstrato e, de outro, pelas condições concretas da montagem, que determinaram possibilidades de sentido e função um pouco diferentes daquelas previstas pelo autor.
Entre os anos de 1968 e 1976, a trajetória de Gianfrancesco Guarnieri como dramaturgo percorre o momento de derrocada do que Décio de Almeida Prado alcunhou trinta anos antes de “deslanche do moderno teatro brasileiro”. Trata-se da era do fim das grandes companhias profissionais como TBC e Maria Della Costa – mas também de grupos como Oficina e Arena, que buscavam rupturas na lógica de produção teatral moderna. À luz do percurso de Guarnieri, a fala propõe discorrer sobre os sentidos desta derrocada do ponto de vista da continuidade do circuito comercial do teatro engajado. Presos entre a modernização agora balizada pelos projetos desenvolvimentistas e de engenharia social consolidados pelo regime militar e a inércia de crises sucessivas definindo as situações de normalidade de produção teatral, a fala pretende situar a atividade teatral engajada em circuito comercial num novo tipo de crise no teatro brasileiro, inaugurada com os Anos de Chumbo. Surge enquanto crise camuflada como precariedade rotineira de teatro de “nação subdesenvolvida”, de “formação incompleta”, quando em verdade era um novo “teatro da crise”: a pré-história do teatro da era neoliberal.
A trajetória do Teatro Campesino peruano (1970-1987), fundado e dirigido por Victor Zavala Cataño, constitui um significativo capítulo da história do teatro latino-americano politizado. Baseado em uma perspectiva coletiva e horizontal de trabalho, o grupo lançou mão de expedientes cênicos revolucionários à época, aliando o estudo sistemático do teatro épico-dialético de Bertolt Brecht à preocupação ética com a realidade social circundante, estimulada pela observação crítica da desigualdade étnico-social e pelo constante diálogo com profícuos autores da época, como o indigenista José María Arguedas e o sociólogo Mariátegui. Os parcos registros ainda existentes desse riquíssimo trabalho - concentrados em materiais audiovisuais e uma compilação de peças em um ato - ainda têm pouca disseminação e alcance, sobretudo fora da América Hispânica. Tendo isso em vista, este encontro visa a proporcionar uma leitura histórico-crítica das obras curtas escritas e encenadas pelo Teatro Campesino, bem como propor um redirecionamento metodológico frente a historiografias teatrais que, via de regra, vilipendiam ou apagam atos revolucionários praticados dentro e fora dos palcos.
A apresentação discute aspectos formais de dramaturgia e encenação no campo do teatro político e politizado em São Paulo, em seu vínculo com diferentes relações possíveis de trabalho teatral. Possibilidades de uma cena épico-dialética brasileira são examinadas a partir de algumas de suas modalidades praticadas no teatro moderno. A experiência e a trajetória da Companhia do Latão - com espetáculos e experimentos produzidos em interação com movimentos sociais - será examinada como caso exemplar.
O objetivo de nossa comunicação é mostrar como Bertolt Brecht refuncionaliza o teatro de agitação e propaganda comunista da República de Weimar dos anos de 1920 para elaborar algumas de suas principais peças didáticas: Peça didática de Baden Baden sobre o Acordo, Aquele que diz sim e Aquele que diz não e A Decisão.
A obra teatral de Aimé Césaire (1913-2008), poeta da ilha da Martinica, criador da negritude, inclui quatro peças, todas já traduzidas e publicadas no Brasil: E os cães se calavam, poema trágico publicado no livro Les armes miraculeuses [As armas milagrosas], em 1946 e adaptado para o teatro em 1956; A tragédia do rei Christophe, publicada em 1963, representada em 1964 e com edição definitiva em 1970; Uma temporada no Congo, que teve três versões: em 1966, 1967 e 1973; Uma tempestade, publicada e representada em 1969. Na primeira obra, "E os cães se calavam", Césaire encena a luta visionária do Rebelde, personagem alegórico que representa qualquer luta contra a opressão, mas que pode ser vista como o combate de negros escravizados contra o sistema. "A tragédia do rei Christophe" e "Uma temporada no Congo" tematizam as dificuldades encontradas pelos novos dirigentes após o processo de independência no Haiti no século XIX e no Congo no século XX. Em "Uma tempestade", releitura e reescrita da peça de Shakespeare, é encenado o confronto entre Próspero e Calibã, colonizador e colonizado.
Se é verdade que em grande parte do século XX os Estados Unidos produziram incontáveis manuais técnicos de dramaturgia destinados a expor os princípios que caracterizavam uma carpintaria dramática bem realizada, também é verdade que nenhum dos grandes modernizadores da escrita dramatúrgica no país fez desses princípios normativos a base estrutural de seus trabalhos. Desde as primeiras décadas do século XX autores como Elmer Rice, Eugene O’Neill, Thornton Wilder, Arthur Miller, Tennessee Williams e outros, foram responsáveis pela criação de peças que flagraram aspectos até então inéditos da sociedade capitalista em acelerada transformação, expondo contradições e conflitos nos quais aparecia com ênfase a estrutura opressiva e alienante de vida, convívio e pensamento na sociedade de seu tempo. Tratava-se de matéria inédita e, portanto, não prevista nos guias adotados nos cursos de playwriting. Alguns desses dramaturgos haviam chegado a ter contato com os teatros de trabalhadores do final do século XIX e começo do XX. Outros, em seus anos de formação, haviam chegado a participar de iniciativas ligadas à efervescente cultura de esquerda da década de 1930 nos Estados Unidos. Nem todos haviam tido algum tipo de ligação com entidades ligadas ao debate político, mas de inúmeras e inequívocas formas, todos tinham tido diante de si o desafio de tratar da matéria histórica que compunha os processos subjetivos, sociais e econômicos decorrentes da exploração da classe trabalhadora na América capitalista, do isolamento do indivíduo e do fechamento de perspectivas de transformação da sociedade no momento histórico em que viviam. Para o que interessa à breve fala aqui proposta, coloca-se a seguinte questão como desencadeadora de um aprofundamento crítico: até que ponto as formas de entendimento dessa dramaturgia no nosso contexto brasileiro dão conta de lidar com esse componente político que a caracteriza?
Alexandre Villibor Flory é doutor em literatura alemã pela USP (2006), com tese sobre a obra de Thomas Bernhard. Desde 2008 atua como professor de graduação e da pós-graduação (PLE) na Universidade Estadual de Maringá (UEM), sobretudo sobre teatro brasileiro e alemão e crítica materialista da obra de arte. É membro do GT da Anpoll Dramaturgia e Teatro, atuando na coordenação entre 2012 e 2016 e no biênio 2025 a 2027. Organizou os livros Teatro e Intermidialidade (2015), Dramaturgia e teatro: a cena contemporânea (2019), Teatro e política (2022), e o Dossiê Da leitura cênica para a encenação da leitura para a revista Dramaturgias (UnB), em 2025. Fez pós-doutorado na UFRJ em 2017 sobre Brecht e o teatro dialético no Brasil e na UFPR em 2022 sobre o teatro de Ernst Toller, que resultou na tradução de Hoppla, estamos vivos!. E-mail: avflory@uem.br
Fernando Bustamante é doutor em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês pela FFLCH-USP. Sua pesquisa se concentra no teatro político e operário do século XX, com ênfase nas relações entre forma estética e processo histórico.
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Vinicius Marques Pastorelli é formado em letras pela Universidade de São Paulo, com aperfeiçoamento em língua e cultura alemã pelo Herder-Institut de Leipzig e mestrado em literatura comparada pelo Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da FFLCH-USP, com pesquisa sobre Kurt Weill e o jovem Bertolt Brecht. Tradutor de "Indústria Cultural" de Theodor W. Adorno pela Editora Unesp (2020), "O despertar da primavera" (2022) e "Marquês de Keith" (2023) pela Editora Temporal e "Tratado do rebelde" de Ernst Jünger pela Editora Âyiné.
Paula Autran é pós-doutora em história da cultura na FFLCH/USP, doutora e mestre em artes cênicas pela ECA/USP. Jornalista, dramaturga, escritora e professora de dramaturgia. Tem dez peças encenadas, entre elas "O Armário Mágico", com o qual concorreu à autora revelação pelo prêmio FEMSA. Foi integrante do círculo de dramaturgia, do CPT, de Antunes Filho e do workshop do Royal Court Theatre. Tem treze livros publicados, entre eles "Teoria e Prática do Seminário de Dramaturgia do Teatro de Arena", pela Dobra Editorial. Instagram: @paula.autran.
Guilherme Diniz é pesquisador, professor e crítico teatral, mestre e doutorando em Estudos Literários e licenciado em Teatro pela Universidade Federal de Minas Gerais. Seu trabalho foca nas dramaturgias e teatralidades negras, com publicações acadêmicas e experiência internacional na Universidade de Coimbra, onde estudou Literaturas e Dramaturgias Africanas. Atuou como crítico em festivais renomados, coedita o site “Horizonte da Cena” e integra a Associação Internacional de Críticos Teatrais. Além disso, foi diretor do Teatro Municipal Geraldina Campos de Almeida e do Centro Literário Pedro Nestor, promovendo iniciativas culturais em Pará de Minas. É autor do livro “Teatro experimental do negro: histórias, críticas e outros dramas” (Temporal, 2025). Atualmente, na qualidade de bolsista-sanduiche, é Visiting Researcher no King's Brazil Institute, órgão da King's College London.
Philippe Curimbaba Freitas é pós-doutorando em Letras pela FFLCH-USP, doutor em Filosofia pela EACH-Unifesp, mestre em música pelo IA-UNESP e bacharel e Filosofia pela FFLCH-USP. Foi professor de Filosofia no ICT-Unifesp (Campus São José dos Campos) e, desde 2017, é editor na Temporal Editora, onde esteve à frente de projetos de publicação de parte da dramaturgia de Aimé Césaire (“Uma temporada no Congo”, “Uma tempestade” e “E os cães se calaram”) e da reedição atualizada da antologia de peças do Teatro Experimental do Negro, “Drama para negro e prólogo para brancos”, organizada por Abdias Nascimento em 1961, entre vários outros livros. É autor de “Estética e política em Mário de Andrade: um estudo sobre a ópera ‘Café’” (Alameda, 2023).
Gustavo Assano é professor formado em Letras pela USP e em Comunicação Social pela PUC-SP. É mestre em Filosofia e doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada, ambos pela USP. Atuou por anos como dramaturgista convidado em diversos grupos teatrais, com foco na adaptação de romances. Foi coordenador e professor de cursos de teatro e cinema em espaços de educação popular e roteirista de documentários para a produtora Memória Viva. Pesquisa o cenário teatral da cidade de São Paulo há mais de 20 anos.
Patricia Freitas é pós-doutoranda do LETRA-USP (Fapesp), com pesquisa sobre a tradução dialetal da dramaturgia dos mineradores de carvão escrita por D.H. Lawrence. É doutora em Letras, autora de A form-AÇÃO das feiras de opinião dirigidas por Augusto Boal nas Américas (1968-1972), publicada pela Timo editorial (2025) e Pedagogia da atuação: um estudo sobre o trabalho teatral de Augusto Boal no exílio latino-americano, publicado pela Editora Desconcertos (2019). Atuou como co-editora da Pedagogy and Theatre of the Oppressed Journal e editora da Teatro Situado: Revista de Artes Escénicas con Ojos Latino-americanos.
Sérgio de Carvalho é dramaturgo, encenador e pesquisador de teatro. É diretor do grupo teatral Companhia do Latão, fundado em 1997. É professor de dramaturgia na ECA-USP desde 2005. Foi professor de teoria do teatro na Unicamp entre 1996 e 2005. É mestre em artes cênicas (1995), doutor em literatura brasileira (2003), livre-docente em dramaturgia (2017) e titular em Artes Cênicas (2024). Tem graduação em jornalismo e colaborou com diversos veículos de comunicação, sendo cronista do jornal “O Estado de S. Paulo”. Realizou conferencias na Casa Brecht de Berlim (2008), na Goethe Universidade de Frankfurt (2009) e em centros culturais da Argentina, Cuba, Espanha, Grécia, México e Portugal. Foi premiado como encenador pela União dos Escritores e Artistas de Cuba pela montagem de “O círculo de giz caucasiano”, de Brecht, em 2008. Entre os seus muitos espetáculos estão “O nome do sujeito” (1998), “A comédia do trabalho” (2000), “Ópera dos vivos” (2010), e “O pão e a pedra” (2016). Editou as revistas de cultura “Vintém” e “Traulito”. Dirigiu também shows de música e filmes, como “Senhorita L ou Valor de troca”, para a TV Cultura (2007). Entre seus livros, se destacam “Companhia do Latão 7 peças” (Cosac Naify, 2008), “Introdução ao teatro dialético” e “Ópera dos vivos” (Expressão Popular, 2009 e 2014) e “O pão e a pedra”, “Lugar Nenhum” e “Os que ficam” (Temporal, 2019). A Companhia do Latão recebeu em 2023 o prêmio El Gallo de la Habana por sua contribuição histórica ao teatro latino-americano.
Pedro Mantovani é pesquisador, tradutor e diretor de teatro. Doutor (2018) e mestre (2012) em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2024, concluiu pós-doutorado sobre Brecht no departamento de alemão da Universidade de Buenos Aires (UBA) onde continua atualmente seu trabalho de pesquisa sobre o teatro épico do dramaturgo alemão.
Doutora pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1988), Eurídice Figueiredo atua no Programa de Pós-Graduação em Estudos de Literatura da Universidade Federal Fluminense, do qual foi coordenadora de 1994 a 1998. Fundou e coordenou, de 2000 a 2004, o Grupo de Trabalho da ANPOLL “Relações literárias interamericanas”. Teve bolsa de produtividade em pesquisa do CNPq (1993- 2023). Publicou "Mulheres contra a ditadura: escrever é (também) uma forma de resistência" (Zouk, 2024), "A nebulosa do (auto)biográfico: vidas vividas, vidas escritas" (Zouk, 2022), "Janelas para o mundo; literatura comparada ou autores estrangeiros que você precisa conhecer" (com Anna Faedrich, EdUFF, 2022), "Por uma crítica feminista: leituras transversais de escritoras brasileiras" (Zouk, 2020), "A literatura como arquivo da ditadura brasileira" (7letras, 2017), "Mulheres ao espelho: autobiografia, ficção e autoficção" (EdUERJ, 2013), "Representações de etnicidade: perspectivas interamericanas de literatura e cultura" (7Letras, 2010) e "Construção de identidades pós-coloniais na literatura antilhana" (EdUFF, 1998).
Maria Sílvia Betti é professora Livre Docente Sênior no Programa de Pós Graduação em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês, do Departamento de Letras Modernas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Entre 2011 e 2022 atuou também no Programa de Pós Graduação em Artes Cênicas da ECA-USP na Área de Concentração de Teoria e Prática do Teatro, Linha de Pesquisa em História do Teatro. Fez Doutorado em Literatura Brasileira sob a orientação do Prof. Dr. Flávio Wolf de Aguiar pela Universidade de São Paulo (1994) e Mestrado também em Literatura Brasileira sob a orientação do Prof. Dr. Décio de Almeida Prado pela Universidade de São Paulo (1985).Realizou Pós Doutorado com bolsa FAPESP entre outubro de 2003 e março de 2004 na New York University. É autora de "Dramaturgia Comparada Estados Unidos/Brasil. Três estudos", pela Editora Cia Fagulha (2017), organizadora da Coleção Oduvaldo Vianna Filho pela Editora Temporal (2018-2024), prefaciadora de "Mr. Paradise e outras peças em um ato", e de "27 carros de algodão", ambos de Tennessee Williams publicados pela É Realizações, e autora de "Oduvaldo Vianna Filho", EDUSP/FAPESP 1997.